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O papel dos pais na escolha profissional

Todos nós sabemos como as pressões sociais podem ser desmotivadoras. Mas estas existem por um motivo, certo? Desde pequenos, os familiares perguntam o que queremos ser quando crescermos. Astronauta, dançarino, mágico, tudo é possível. Mas, no começo da adolescência, a resposta assume um peso maior, e podem começar a julgar se os desejos são mesmo viaveis, “realistas” ou mesmo se vão garantir sucesso. A pressão cresce e parece que é preciso escolher uma carreira estável, que dá dinheiro e renome e, se acontecer de ser o que você gosta de fazer, otimo ao contrario, que pena, mas “pelo menos você vai ganhar bem”.

Existem pais que querem que os filhos sigam a “profissão da família”, onde todos são engenheiros, médicos, advogados, etc. Pode ser até um caminho mais fácil, mas e se o filho, por exemplo, desejar ser músico? Não é porque uma profissão é menos valorizada que outra, por determinada família, que ela não traz satisfação profissional e uma carreira de sucesso. Algumas profissões só parecem impossíveis, muito complicadas ou desvalorizadas por falta de informação da sociedade e de pais que têm dificuldade em acompanhar novidades na área. Muitas das profissões que, hoje são bastante valorizadas e apontadas, pelos meios de informação como “apostas para o futuro”, nem existiam há 10 ou 20 anos. E quando se fala em profissões do futuro, hoje, também fala-se de algo inimaginável, em um contexto que muda a todo momento.

Hoje, temos acesso em um dia à quantidade de informações de toda uma vida na Idade Média. Estamos, cada vez mais, rápidos e, acompanhando os avanços, também as profissões se modificam. Os pais, professores e familiares, em geral, temem pelas escolhas dos jovens. É comum aconselhar a escolher algo “seguro”, esquecendo-se que a adolescência é justamente a fase da experimentação.

As profissões mais recentes, como tudo o que é novo, assustam. No entanto, a melhor forma de driblar a falta de conhecimento sobre um assunto é se informar. Se o adolescente quer ser Engenheiro Ambiental, mas a família acha que é melhor fazer Engenharia Mecânica, por exemplo, a sugestão é que busquem mais informações sobre o curso e as ocupações profissionais, conversem com pessoas que já trabalham na área e levem em conta tudo o que conseguirem coletar para, então, decidir. É preciso levar em conta o estilo da profissão, a satisfação profissional que você acredita que ela lhe trará, as matérias estudadas no curso da graduação, quais faculdades e instituições oferecem esse curso, como é o estilo de vida e rotina dos profissionais, o retorno financeiro e, principalmente, a viabilidade.

Lembrando, é preciso enfatizar, que a decisão final é do indivíduo em momento de escolha. Afinal, quem vai trabalhar com aquilo, senão pelo resto da vida, mas por um bom tempo dela, é o jovem. Isso não significa, no entanto, que é preciso gerar um conflito desnecessário e uma situação de confronto familiar. O diálogo mantém o respeito entre todos e mostra maturidade. É a melhor forma de convencer — mostrando argumentos, expondo os pros e contras — e de manter um bom convívio.
A escolha profissional é a primeira de muitas outras grandes escolhas que virão. E a primeira vez que nos sentimos “adultos”, podendo decidir o que desejamos fazer de nossas vidas. No entanto, essa maturidade vem acompanhada de um grande medo e se der errado? Claro que ninguém quer errar e começar algo novamente pode trazer frustrações, mas a boa notícia é que, atualmente, a grande maioria das pessoas já percebeu errar é humano e acontece, não é o fim ao mundo. E é ainda melhor quando temos a oportunidade de aprender com nossos erros e recomeçar. Se isso acontecer com seu filho ou filha, lembre-se de incentivá-los a pensar: no que sou bom? No que posso melhorar? E façam, juntos, uma lista de habilidades e competências, cruzando-as com as profissões de interesse. Assim, fica mais fácil descobrir os próximos passos.

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