26 jan, 2017

SOMOS FAMÍLIA! Cada lar, escola de Vida e Amor.


SOMOS FAMÍLIA! Cada lar, escola de Vida e Amor

SOMOS FAMÍLIA!  Cada lar, escola de Vida e Amor

APRESENTAÇÃO

Em 1º de janeiro de 2006, o meu predecessor, P. Pascual Chávez Villanueva, então Reitor-Mor, apresentou a Estreia de 2006 com o título “E Jesus ia crescendo em sabedoria, tamanho e graça” (Lc 3,52). Foi ela um convite do Reitor-Mor a renovar o empenho em favor da família, acolhendo o convite do Papa João Paulo II para defender a vida mediante a família, e também por ocasião dos 150 anos da morte de Mamãe Margarida, mãe de Dom Bosco e verdadeira mãe dos meninos no Oratório de Valdocco.

Dez anos depois, dirijo-me à nossa Família Salesiana no mundo com esta Estreia que deseja centrar a atenção nas famílias dos mais diversos contextos nos quais estamos presentes, e cujo tema é sugerido, como não poderia ser de outro modo, pela prioridade que a Igreja está dando à necessidade de uma sempre maior e mais adequada atenção pastoral às famílias.

O Papa Francisco quis dedicar dois Sínodos à reflexão sobre a ‘Família’, em continuidade com alguns elementos pastorais já indicados por ele na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” (de 2013). O primeiro foi o Sínodo extraordinário de 2014, e o outro, o ordinário de 2015. Segue-se aos dois a Exortação Apostólica “Amoris laetitia” (A alegria do Amor), assinada em 19 de março deste ano 2016.

Creio que o tempo eclesial pede de nós, Família Salesiana de Dom Bosco, que demos prioridade em todo o mundo salesiano à atenção educativo-pastoral que devemos oferecer às famílias.

Como em todos os anos, a Estreia dirige-se a todos e a cada um dos membros e grupos da Família Salesiana, com a intenção de tomarmos uma mais viva consciência da nossa missão e dever para com as família, e o concretizemos no serviço e acompanhamento que se espera de nós.

 

1. O tema da Estreia

Ao dizer «Somos Família! Cada lar, escola de Vida e de Amor», estamos dizendo, desde o início, que todos e cada um de nós fizemos a experiência de ter nascido no seio de uma família, com a beleza e as limitações de qualquer família, cada um em nossa própria; mas, enfim, nascemos no seio de uma família, e somos marcados pelo fato de ser família, espaço no qual o ideal é que cada um dos lares possa ser escola de vida e de amor, uma vez que acreditamos que a família é essa realidade humana concreta na qual se deveria aprender a arte da Vida e do Amor.

A família, as famílias do mundo – embora em sua diversidade –, são formadas por pessoas que amam, se falam e se comunicam, participam e se sacrificam pelos outros no seio da mesma; pessoas que se defendem mutuamente e defendem a vida dos seus.

Nós nos construímos como pessoas vivendo, em geral, na família, respirando o calor do lar, recebendo em seu interior, dos nossos pais, ou de algum deles, o nome e a dignidade que isso traz consigo. Na família, experimentamos os primeiros afetos e saboreamos a intimidade do ‘sentir-se em casa’; nela, aprendemos a agradecer e a pedir perdão e licença. Certamente sabemos que nem todos os meninos e meninas que vêm à vida podem experimentar isso, mas mesmo na diversidade dos contextos e das culturas, creio que se poderia dizer que a maioria de nós viveu esta realidade de família.

O que tem a ver o nosso ser Família Salesiana com o que se disse anteriormente? Que somos os destinatários primeiros desta mensagem pela nossa condição de Família Salesiana de Dom Bosco, que tem um forte sentido do vínculo que nos une como família religiosa. Que esta família, em seus 31 grupos (Congregações, Institutos de Vida Consagrada, Associações de Vida Apostólica, Associações de fiéis, etc.), em sua diversidade, apresenta nos próprios Estatutos, Regulamentos e Constituições, o espírito de família e o clima de família como parte constitutiva do nosso ser, da nossa identidade, assim como a referência à ação pastoral na família e com as famílias.

Isso explica o nosso empenho como Família Salesiana, empenho que se concretiza no não podermos olhar para outra direção que não aquela em que está intensamente envolvida a Igreja universal, hoje sob a guia do Papa Francisco, que nos pede para sermos uma ‘leitura salesiana’ – como educadores que somos de meninos, meninas, adolescentes e jovens –, da realidade das famílias de hoje, para oferecer a nossa humilde contribuição.

2. Convite a uma leitura tranquila, serena e com o coração preparado para o diálogo e o encontro com a Exortação Amoris laetitia.

Convido-os, desde já, a uma leitura tranquila, serena e com o coração preparado para o diálogo e o encontro com aquilo que diz a Exortação Apostólica, de modo que os ajude a descobrir o que o documento nos oferece e nos pede. Com visão crente e eclesial, percebe-se que a Exortação Apostólica é um serviço à humanidade e um verdadeiro tesouro espiritual e pastoral. E nos envolvamos nele com a consciência de que      ‘somos Família Salesiana’.

A Exortação do Papa Francisco é construída sobre o Magistério dos últimos Papas, São João Paulo II e Bento XVI, e as Assembleias sinodais de 2014 e 2015 como já se disse. Resume, portanto, a reflexão eclesial de muitos anos, mas introduz, ao mesmo tempo, uma mudança de tonalidade, de linguagem e de perspectiva que, de um horizonte canônico tende a outro mais pastoral. O próprio Papa diz que “devemos ser humildes e realistas, para reconhecer que às vezes… apresentamos um ideal teológico do matrimônio demasiado abstrato, construído quase artificialmente, distante da situação concreta e das possibilidades efetivas das famílias tais como são. Esta excessiva idealização, sobretudo quando não despertamos a confiança na graça, não fez com que o matrimônio fosse mais desejável e atraente; muito pelo contrário”.

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Fonte: SDB.org

 


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