Não desista de você

Não desista de você

A dor faz parte do mundo em que vivemos, mas o sofrimento é uma escolha.

No dia a dia encontramos enorme contingente de pessoas que há muito desistiram de si mesmas. São pessoas tristes, amarguradas, que não conseguem ver mais nenhuma beleza à sua volta. Vivem em um mundo de pessimismo ou então vivem em uma rotina aterradora que serve somente para que não vejam o dia passar.
Claro que a vida não é fácil e o tempo pode criar rugas no rosto, mas não podemos permitir que crie rugas na alma. Este estado mental é perturbador e faz com que nos tornemos verdadeiros mortos-vivos. Certa vez, ouvi uma frase, de cujo autor não me recordo o nome, mas diz que: “Embora aquele que quase morreu esteja vivo, aquele que quase vive já morreu”.
Devemos buscar ajuda urgente, seja no campo espiritual, seja na medicina e seus processos terapêuticos, o que não podemos é continuar a permitir que os anos passem sem que nenhuma gota de paz aplaque nossa sede interior. A dor faz parte do mundo em que vivemos e, aliás, é o elemento mais democrático que existe, pois não importa se somos ricos, pobres, nossa religião ou raça, todos deveremos enfrentá-la. Porém, o sofrimento é uma escolha. Por exemplo, todos passarão pela dor de ver um ente amado morrer, mas sofrer mais ou menos por isso é a opção que a vida nos dá. O sofrimento se alivia à medida que nos preparamos para enfrentar nossas dificuldades interiores.
Não é necessário o sofrimento para que encontremos Deus, mas onde há o sofrimento pode-se encontrar Deus de inúmeras maneiras. Li certa vez que o sofrimento quando bem entendido é como enxada cavando terra seca. Vai aos poucos abrindo o íntimo de nossa alma e permitindo que sentimentos escondidos venham à tona e sejam tratados.
A fé não se desenvolve na casa da certeza. É necessária a coragem de caminhar, de errar, de aprender e de amar. Lembro-me de Augusto Cury, no livro O Futuro da Humanidade, dizer em certo trecho que “ricos são os que extraem muito do pouco e livres os que perdem o medo de ser o que são”.
E não se esqueça de que quando o mundo nos abandona, a solidão é tolerável; mas quando nós mesmos nos abandonamos ela é insuportável. Pense nisso!

 

Por Ivan Cunha


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