01 nov, 2018

ENAS reflete sobre compromissos fundamentais da ação social salesiana.


ENAS reflete sobre compromissos fundamentais da ação social salesiana

ENAS reflete sobre compromissos fundamentais da ação social salesiana

Nos dias 30 e 31 de outubro, o Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo, recebeu quase 100 educadores das obras que compõem o Polo São Paulo da Rede Salesiana Brasil de Ação Social para o Encontro Nacional de Ação Social, o ENAS. O evento teve como objetivo introduzir os três compromissos fundamentais da RSB-Social como instrumento de ação a partir do território e traçar um caminho para a ressignificação da ação social salesiana em rede.

O ENAS foi coordenado pelos diretores executivos da RSB-Social, Pe. Agnaldo Soares de Lima e Ir. Silvia Aparecida da Silva e pelas animadoras do Polo SP, Rosemeire Gomes e Ana Lúcia da Silva, que não esteve presente por conta de problemas de saúde. O evento também contou com o apoio da secretária da RSB-Social, Fernanda Vieira e dos jovens aprendizes do Centro Juvenil Salesiano Dom Bosco, do Alto da Lapa, capital.

O encontro teve início com a acolhida realizada pelos inspetores Pe. Justo Ernesto Piccinini, da Inspetoria Salesiana de Nossa Senhora Auxiliadora, dos Salesianos, e Ir. Helena Gesser, da Inspetoria Santa Catarina de Sena, das Filhas de Maria Auxiliadora. Pe. Piccinini valorizou a ação social salesiana e chamou a atenção para a qualidade do que é ofertado para os jovens: “Demos realizar nosso trabalho com competência, não pensar em fazer tudo ou muitas coisas, mas fazer o que é possível com qualidade e sermos, enquanto educadores, corresponsáveis com a missão. A resposta do sonho de Dom Bosco não é só dos salesianos e das salesianas, mas de toda a Família Salesiana”. Já Ir. Helena motivou os educadores no sentindo de mostrar que o trabalho salesiano é transformador: “Precisamos curar, salvar a vida dos jovens encorajados em um mundo diferente, mas em que isso é possível”.

Na oração inicial, o educador Diego Oliveira, do Projeto Jataí, obra mantida pelos Salesianos Cooperadores em Pindamonhangaba-SP, refletiu o evangelho do dia, em que Jesus compara o Reino de Deus com uma semente de mostarda e com o fermento. Também chamou a atenção para o que é cidadania, utilizando o material destinado a orações disponibilizado pela Rede Salesiana Brasil de Escolas.

A dinâmica do encontro foi prática e em cada período Pe. Agnaldo apresentou dados sobre a promoção dos direitos humanos de crianças adolescentes e jovens, o fortalecimento da família e a ação socioeducativa de resultados.

Sobre os direitos humanos, Pe. Agnaldo ressaltou que é necessário cada vez mais uma articulação em rede, e não apenas dentro do ambiente salesiano, mas a realização de parcerias com outros órgãos e entidades para que se possa dar maior abrangência, relevância e visibilidade à ação. Neste sentido também é importante a participação efetiva e não apenas representativa dos educadores salesianos nos espaços de controle social, como conselhos, fóruns e coletivos que tratem de temas relacionados às crianças e aos jovens.

Sobre família, Pe. Agnaldo chamou reforçou a importância de se ter nas casas salesianas um acompanhamento processual das famílias para que não se faça uma “pastoral de eventos” que se limite a reuniões. “Em algumas casas nós trabalhamos com a juventude, mas aquilo que acontece com as crianças também influencia no nosso trabalho, porque eles serão os jovens depois. É importante estarmos atentos ao trabalho com toda a família”. A fala vai de encontro com o que está nos documentos, que diz que a proposta educativa de Dom Bosco indica que é necessário praticar o sentido da Pastoral Juvenil Salesiana no contexto familiar, animando seus membros à atitude educativa que tem na obra social salesiana seu espaço de referência para articulação, relacionamento, compromisso e comportamento transformador de si, do outro e da comunidade.

Falando sobre a ação socioeducativa de resultados, que está diretamente ligada aos dois compromissos anteriores, o diretor da RSB-Social destacou que temos boas leis no Estatuto da Criança e do Adolescente, no Estatuto da Juventude e um sistema de medidas socioeducativas que vai além de enviar os jovens para a Fundação Casa, mas envolve outros órgãos e esferas de governo, porém que as leis e o sistema de medidas socioeducativas não funcionam, o que priva crianças e jovens de seus direitos e os colocam e em uma situação de vulnerabilidade em que acabam tornando-se vítimas. “Querem reduzir a maioridade penal em vez de garantir que as leis e os direitos sejam aplicados, mas se esquecem que esses jovens vão sair da prisão”.

Cada um dos três compromissos contou com trabalhos em grupo onde os educadores elencaram avanços, fragilidades, metas e caminhos operacionais sobre os mesmos. Para concretizar os trabalhos, no último quarto do encontro os educadores se reuniram pelos GT´s em que estão inseridos no Polo SP – Articulação Política, Consolidação da Rede e Sustentabilidade – e elencaram prioridades para serem trabalhadas no próximo ano.

 


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