02 jul, 2019

Madre Antonia Colombo nos deixou pelo Céu.


Madre Antonia Colombo nos deixou pelo Céu

Madre Antonia Colombo nos deixou pelo Céu

Às FMA, SDB, grupos da Família Salesiana, membros das Comunidades Educativas de todo o mundo, chegue a notícia da partida da Querida Madre Antonia Colombo para o Paraíso. Somos gratas por sua vida, preciosa aos olhos de Deus, preciosa para cada FMA, para os leigos e jovens, para cada uma de nós.

Segue a comunicação oficial de Madre Yvonne Reungoat, Superiora Geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, com o perfil da Querida Madre Antonia Colombo.

Queridas irmãs,

na noite do dia 1º de julho de 2019, da Casa “Maria Auxiliadora” de Sant’Ambrogio Olona (Varese) o Senhor da Vida e da Bem aventurança introduziu na Páscoa eterna a nossa querida Madre Antonia Colombro, Superiora Geral emérita. Nascida em Lecco no dia 12 de abril de 1935, professou em Contra di Missaglia (Lecco) no dia 6 de agosto de 1959, pertencente à Inspetoria Lombarda “Sagrada Família” – Milão.

Madre Antonia nasceu em uma família rica de afeto, de trabalho e de fé. Tinha somente um irmão, seis anos mais velho que ela, que o Senhor chamou a si em 1º de novembro de 2018. A família morava no mesmo edifício onde o pai tinha a oficina e a loja de “seleiro”. A mãe era uma mulher sábia, de grande amor e sólida fé. Dizia sempre: “O que Deus nos pede nunca é demais”.

A paz do lago de Como e as asperezas das montanhas circundantes, que Madre Antonia tanto amava, contribuiram para modelar seu temperamento doce e forte ao mesmo tempo. Aí estão as raízes de seu equilíbrio e da retidão que sempre distinguiram seu modo de ser e de agir.

Conheceu as FMA no oratório de Lecco e foi atraída por seu estilo educativo e pela alegria. Por isso quis se inscrever na escola média delas, aberta há pouco na cidade. Depois passou para a escola pública, liceu clássico, mas continuou frequentando o oratório como animadora das pré-adolescentes. Matriculou-se na Universidade Católica de Milão e, como ela mesma escreverá, escolheu a Faculdade de Direito para «se tornar advogada e ajudar as pessoas mais pobres a defenderem seus direitos de pessoas humanas. Naquele tempo pensava na escolha profissional que me consentisse realizar uma missão social a serviço das pessoas mais necessitadas, especialmente das jovens que vivem em um contexto familiar pobre ou em risco moral».

O encontro com a Inspetora, Ir. Margherita Sobbrero, ajudou-a a responder a seus ideais profundos. Fez-lhe a pergunta à queima roupa: “Quando você virá conosco?” Há tempo Antonia pensava nisto e então decidiu a data para a entrada no Instituto. Os pais não esperavam tal escolha e sofreram por ela, mas o filho Aquilino ajudou-os a compreender e a concordar com a vocação religiosa de Antonia.

No dia 8 de abril de 1956 chegou ao Aspirantado de Triuggio onde se inseriu em um grupo de jovens que também desejavam seguir Jesus dedicando-se à educação da meninas. A assistente, Ir.Orsolina Ardissone, que tinha sido colaboradora de Pe. Ferdinando Maccono, escancarou-lhe os vastos horizontes da nossa Família religiosa e a fez amar Madre Mazzarello. Viveu depois o período do postulado em Milão, em via Bonvesin, continuando, porém, a estudar, a prestar exames na Universidade e a escrever a tese.

Depois do novicado em Contra di Missaglia, fez a profissão religiosa no dia 6 de agosto de 1959 e no mesmo ano conseguiu diplomar-se em Direito. Em Turim, no Instituto Internacional de Pedagogia e Ciências Religiosas ensinou Direito por um ano. De 1960 a 1963, na Universidade Católica de Louvain (Bélgica) estudou Psicologia aplicada, laureando-se em 1963. Daquele ano até 1989 foi docente e depos Diretora da Pontifícia Faculdade de Ciências da Educação “Auxilium”, primeiro em Turim e depois em Roma. Sua inteligência aguda e sua riqueza cultural e espiritual contribuiram para o desenvolvimento da nossa Faculdade e especialmente para o aprofundamento dos estudos sobre a educação da mulher e para o rosto mariano do Instituto, que com Maria, na Igreja e no mundo atual, é chamado a promover a cultura da vida.

Em 1989 doi nomeada Inspetora da Inspetoria Meridional “Ir. Teresa Valsé Pantellini” (IME) com sede em Taranto. No ano seguinte, no Capítulo Geral XIX, foi eleita Conselheira Geral Visitadora e no seguinte Capítulo Geral XX, de 1996, foi eleita Superiora Geral do Instituto, reeleita depois para um segundo sexênio em 2002. No seu magistério, com limpidez e ousadia evangélica, acentua especialmente a cultura da vida e a promoção da mulher jovem em sua dignidade. Em sua animação Madre Antonia favoreceu o compromisso por uma cidadania ativa e promoveu uma modalidade circular de animação, como condição para valorizar os recursos de cada pessoa e como testemunho de comunhão. Encorajou as comunidades educativas a serem oficinas de vida e de reciprocidade através de relacionamentos educativos. Sustentou a importância de educar para a solidariedade, para contribuir na construção de uma convivência humana no signo da civilização do amor e da paz enraizada nos valores do Evangelho. Testemunhou a radicalidade do seguimento de Jesus, centro de sua vida, fonte da serenidade que irradiava a seu redor e da fecundidade de sua missão no Instituto.

Humanizar a cultura e os relacionamentos à luz da mensagem de Cristo e do carisma salesiano não foi um slogan para Madre Antonia, mas um compromisso preciso que identifica sua missão de Madre e de guia de formação. Em suas linhas de animação e de governo, que confluem nas circulares mensais, estão presentes claras orientações que levam ao aprofundamento dos documentos da Igreja universal e à leitura do contexto atual, consciente de que na sociedade globalizada e interdependente toda escolha tem ressonâncias mundiais.

Terminado em 2008 o seu serviço em nível central do Instituto, sua saúde teve uma baixa e ela permaneceu por cerca de um ano na Casa Geral. Passou por uma cirurgia e, depois dos cuidados necessários, foi nomeada Diretora na Casa “Madre Ersília Canta” (Roma). Terminado o triênio, ficou ainda na Casa Geral devido à sua precária saúde, que exigiu outras cirurgias pela difusão do tumor. Inseriu-se na comunidade na veste de humilde irmã, agradecida por todo pequeno gesto de atenção a seu respeito; dependente em tudo, mas não passivamente submissa; livre e aberta, como tinha procurado ensinar às FMA do mundo.

Colaborava na revisão dos perfis biográficos das irmãs falecidas, dedicava-se de boa vontade à leitura e intensificava a oração. Tinha se tornado “toda oração”, não só porque transcorria longo tempo diante do Senhor, na tribuna da capela, mas por seu olhar luminoso que remetia para além, lá onde o diálogo com Deus não sofre variações e é sempre mais intenso e profundo. Convidava-nos também a rezar com ela, com sua oração preferida: “Volo quidquid tu vis… quomodo tu vis, quando tu vis, quia tu vis” (Quero o que tu queres… como o queres, quando o quiseres e porque tu o queres).

No início de seu mandato, em sua primeira Circular, Madre Antonia tinha escrito: «Entro em cada comunidade com apreensão e com alegria» (nº 785). Na ponta dos pés e em amor silencioso concluiu sua missão, dando a quem a encontrava o testemunho de uma Filha de Maria Auxiliadora feliz, em serena adesão ao desígnio de Deus.

Na casa de repouso de Sant’Ambrogio Olona (Varese), nestes últimos anos viveu a purificação e o despojamento da doença que a privou de sua feliz memória, mas não da delicadeza dos relacionamentos, do sorriso luminoso, da atenção delicada às pessoas e das expressões de agradecimento que floreciam espontâneas nos seus lábios, sinal de um coração cheio de paz e habitado pela presença de Deus.

Na noite de 1º de julho de 2019, Madre Antonia atingiu a meta e agora nós a pensamos feliz na alegria de Deus para sempre.

Lembremo-nos daquele versículo da liturgia que ela tinha tornado seu e que a acompanhava sempre: “Que eu te conheça intimamente, ó Cristo! E, tua companheira na paixão, possa ressurgir contigo!”

Ir. Yvonne Reungoat, Superiora Geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora

Os funerais serão celebrados no dia 3 de julho, em Milão, na Igreja da Paróquia Salesiana “Sto. Agostinho”, às 12:00h. Os restos mortais serão sepultados no cemitério de Nizza Monferrato.

Fonte: CGFMANET

 

 


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