Peregrinos de língua portuguesa participam do Projeto Mornese na Itália (4ª parte)
24/09/2025
Peregrinos de língua portuguesa participam do Projeto Mornese na Itália (4ª parte)
24/09/2025
De 8 a 23 de setembro, um grupo de Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) e educadores/leigos da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida (BAP), de São Paulo, participou do Projeto Mornese – língua portuguesa –, uma experiência imersiva na vida da Igreja e no carisma dos fundadores do Instituto FMA: São João Bosco e Santa Maria Domingas Mazzarello.
A peregrinação percorreu lugares significativos como Roma, Turim, Chieri, Mornese e Nizza, com o objetivo de «reavivar a beleza da própria vocação nas fontes do carisma salesiano para ser, com Maria, uma presença geradora de vida hoje».
No dia 20 de setembro, os peregrinos do Projeto Mornese chegaram à cidade de Nizza Monferatto. Um pequeno lugar localizado no Piemonte, com aproximadamente 10 mil habitantes, mas que carrega um significado importante para o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA).
Os peregrinos foram calorosamente recebidos pela diretora da Casa e ex-Secretária Geral do Instituto FMA, Irmã Piera Cavaglià, que relatou fatos importantes sobre a história da Instituição. Também Irmã Paola Cuccioli apresentou espaços que fazem parte da Casa e que remetem à história de Madre Mazzarello e das FMA que ali moraram.
Conta a história que, em 1877, Dom Bosco adquiriu o convento e o santuário de Nizza dos frades franciscanos para devolver aos edifícios, que se tornaram adegas, a dignidade de local de culto e confiou às Filhas de Maria Auxiliadora a educação das jovens. Em setembro de 1878, chegam as primeiras FMA de Mornese para tornar os ambientes dignos. Em 4 de fevereiro de 1879, Irmã Maria Domingas Mazzarello, Superiora Geral e cofundadora com Dom Bosco do Instituto das FMA chegou a Nizza Monferrato e sua presença tornou o edifício a Casa-Mãe das religiosas, que será a Casa Geral até 1929, quando a sede será transferida para Turim.
Dom Bosco, em uma de suas visitas a Nizza, disse às Irmãs que Nossa Senhora Auxiliadora caminhava por aquela casa e a cobria com seu manto!
A partir de Nizza, várias FMA partiram em missão para outros países, fortalecendo ainda mais o carisma salesiano.
O primeiro dia dos peregrinos em Nizza foi encerrado com um emocionante momento de oração no quarto onde Madre Mazzarello viveu seus últimos momentos de vida. Os participantes reviveram este momento com profunda gratidão por todo legado que Mazzarello deixou, por sua humildade e principalmente por sua fé em Deus. O coração de cada um foi tomado por uma emoção única e genuína, por estarem em oração em um espaço tão significativo para aqueles que vivem e comungam do carisma salesiano.
O segundo dia foi um momento para aprofundamento do Sistema Preventivo na ótica feminina, por meio do qual cada um pode refletir de que modo pode ser um educador salesiano e tornar o Sistema Preventivo visível e vivido em cada comunidade educativa.
Foram apresentadas e estudadas a biografia de quatro FMA: Irmã Petronilla Mazzarello, Irmã Caterina Daghero, Irmã Elisa Roncallo e Irmã Clélia Genghini. Estas Irmãs, juntamente com Madre Mazzarello, traduziram os princípios de Dom Bosco em um estilo feminino e materno que moldou a pedagogia do Instituto. O Sistema Preventivo não ficou sendo apenas uma teoria, mas foi realmente incorporado na vida cotidiana.
Todos os momentos de celebração da Eucaristia foram realizados no Santuário, um espaço único de fé, contemplação e oração. Este local, por muitos anos, foi o espaço que abrigou os restos mortais de Madre Mazzarello, que hoje se encontram na Basílica de Maria Auxiliadora, em Turim.
O fervor da fé de Madre Mazzarello e seu trabalho incansável na formação das meninas e Irmãs é um símbolo do carisma salesiano que ela espalhou pelo mundo, tornando-se um testemunho vivo de sua vida e missão.
Encerrando a etapa de Nizza, do Projeto Mornese, Adriana, diretora do Colégio do Carmo, de Guaratinguetá (SP), relatou: «Estar em Nizza é concretizar a nossa missão enquanto carisma salesiano, é levar este movimento às nossas casas, perpetuando tudo aquilo que Madre Mazzarello sonhou e experimentou em sua vida».
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