04 de March 2026

Notícias

14º ENCIS fortalece o trabalho das FMA nos Meios Populares

26/09/2023

14º ENCIS fortalece o trabalho das FMA nos Meios Populares

26/09/2023

De 21 a 24 de setembro, a Casa de Retiros Assunção, em Brasília (DF), sediou o 14º Encontro Nacional das Comunidades Inseridas nos Meios Populares (ENCIS). Este ano, o evento trouxe o tema “Em SINODALIDADE, atuar com coragem na realidade social e eclesial, sendo Mornese em saída, rumo às periferias a favor da vida” e reuniu representantes das 4 Inspetorias Salesiana das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) do Brasil, entre inspetoras, formadoras, formandas e irmãs salesianas cuja missão está inserida nos meios populares.

Quando perguntada sobre quais seriam as expectativas de contribuição do ENCIS dentro das Inspetorias, Ir. Amélia de Assis Castro, responsável pela coordenação do evento, responde: “A partir desse encontro é a renovação de vida, da missão, da missão enquanto irmãs inseridas nos meios populares; mas renovadas, com mais entusiasmo, com mais vontade de acertar, porque para trabalhar com o povo, com adolescentes, com crianças, [...] você tem que estar sempre buscando renovar, buscando: ‘O que a Igreja está pensando?’, ‘Qual é a orientação da Igreja?’, ‘Qual que é a orientação da congregação?’, ‘Qual é a nossa orientação como Brasil?’. Então daqui nós vamos tirar quais são os encaminhamentos”, diz Ir. Amélia.

O primeiro dia do 14º ENCIS contou com a presença da Visitadora e Referente da Conferência Interinspetorial das Filhas de Maria Auxiliadora do Brasil (CIB) junto ao Conselho Geral de Roma, Ir. Paola Battagliola, a qual fez uma participação na abertura. A acolhida foi protagonizada pela Ir. Teresinha Ambrosim e, após o jantar, sob o comando da Ir. Madalena Scaramussa, o grupo fez memória do último encontro, ocorrido em 2019, além de terem uma visão geral da programação e combinados, com a Ir. Amélia Castro.

Já o segundo dia contou com a presença do Sociólogo da Vicariato Episcopal para Ação Social, Política e Ambiental, Frederico Santana Rick, o qual, pela manhã e início da tarde, trouxe uma palestra de contextualização da Conjuntura brasileira. Após o almoço, sob o comando da Ir. Alaíde Deretti, as participantes contaram com a palestra “Mornese em saída rumo às periferias existenciais, na sinodadlidade”, além de uma iluminação bíblica com a Ir. Tea Frigério.

O penúltimo dia do 14º ENCIS contou com a Coordenação da  Ir. Orminda e, novamente com a Ir. Tea Frigério, o dia contou com mais uma iluminação bíblica.

Fechando o Encontro Nacional das Comunidades Inseridas, no domingo (24), o grupo fez um Tour pela cidade de Brasília, passando por monumentos históricos como a Catedral e a Torre de TV, além de uma visita ao Santuário Dom Bosco, onde as irmãs salesianas puderam visitar o cripta do Santo dos Jovens e a imagem de Madre Mazzarello, além de participarem da missa.

De volta às suas localidades, as expectativas são grandes: “Eu acredito que as que vieram aqui, chegando [de volta], vão trabalhar na comunidade com as demais que não puderam vir, envolvendo todo mundo para que, realmente, o ENCIS não fique no papel, mas que seja transformado em vida”, comenta Ir. Amélia.

Conheça um pouco das Comunidades nas quais algumas Irmãs Salesianas que participaram do 14ª ENCIS estão inseridas:

Ir. Rita de Cássia Fonseca da Silva - Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia

Inserida nas Comunidades de Povos Indígenas (23 etnias)

“O Encontro do ENCIS é enriquecedor, porque ele traz uma realidade de Brasil, como está o andamento das várias realidades, porque o nosso Brasil é amplo. A nossa Inspetoria, Nossa Senhora da Amazônia, engloba 3 estados da região norte e só ali a gente já vê a dificuldade que é de encarar, de trabalhar as várias realidades lá. Eu, no caso, estou com os povos indígenas, então para mim é enriquecedor escutar, como eu escutei hoje, toda essa conjuntura de realidade do Brasil. [...] Essa articulação entre as irmãs, essa partilha de vida enriquece cada uma de nós [...] a gente tem que caminhar juntas no carisma salesiano, que é o nosso carisma, então é enriquecedor, porque a gente vai sair rumo às periferias das várias realidades. No nosso caso, a Inspetoria Nossa Senhora da Amazônia, mais ligada aos povos indígenas.

Um desafio muito grande que a gente está enfrentando agora é todo esse olhar que tem para o lado da Amazônia, mas de fato que não está chegando na base. Eles coletam assinaturas, coletam vários desafios que têm lá. Não sei de ondem vem as ONGs e aparecem tantos outros querendo ajudar que, de fato, lá mesmo no local, não chega essa ajuda. Então a gente tem um desafio muito grande de lutar com eles para que essa ajuda chegue lá, lá onde é preciso. Nós estamos só na calha do Rio Negro, tem outros indígenas nas calhas de outros rios que não recebem o mesmo apoio dos nossos, que estão na marcha, estão na luta, têm organizações, estavam aqui por Brasília caminhando na Marcha das Mulheres... e tem outros povos que são isolados, os que mais precisam e não chega. A Amazônia é enorme e os povos distribuídos nos rios tem muitos que não têm ainda nem contato. E a gente vê uma burocracia tão grande aqui fora e lá uma vida tão simples. É um contraste! Então é difícil, mas há a luz e quando a gente se encontra com as irmãs no 14º ENCIS, a gente sente uma luz que está sempre ali a caminho. Nós estamos caminhando como Inspetoria e a gente quer somar mais força ainda para fazermos algo mais firme, uma coisa que, de fato vai chegar nas bases.

A gente agradece à Rede [Rede Salesiana Brasil], porque ela contribui muito com os nossos projetos, caso contrário, não seria possível ter essa dinâmica lá com eles, porque é muito alto o valor das nossas viagens. Para eu ir para a minha comunidade, Pari-Cachoeira, são 350 litros de gasolina, mas aí, tenho que voltar e enfrentar agora, com os rios secos, duas cachoeiras brabas. Mas a gente enfrenta tudo.”

Ir. Maria Imelda V. Estrela - Inspetoria Madre Mazzarello

Favelas de Belford Roxo

“Eu cheguei a pouco tempo e estou tratando de vivenciar esta parte de unificação como nas outras inspetorias. Morei em Mato Grosso, com os indígenas, lá trabalhamos com os Xavanti e Bororo, e eu penso que agora a Inspetoria nova tem que acolher as diferentes realidades de jovens que temos, que são esta parte indígena, esta parte agora que conheci o Espírito Santo, a parte da universidade que é outro contexto diferente, a parte das obras sociais que também é muito diferente. Para mim, tem que abraçar todos os jovens nas diferentes características de onde eles se encontram e é um processo que todas nós temos que fazer [...] Agora, estou trabalhando no Rio de Janeiro, em uma favela de Belford Roxo, e é um conflito diferente, porque ali é bala e estão na pobreza intelectual e cultural muito forte. Chegam ali na obra social crianças de 09, 10, e agora 12 anos, que não sabem ler, escrever, algumas às vezes só o próprio nome e, para mim, isso foi um impacto muito forte. Mas também conheci o Espírito Santo onde temos Universidade e veio o nível, a relação é muito diferente, o ambiente onde as irmãs estão é outra qualidade de trabalho, outra sociedade, outro encontro e nós sempre devemos estar como Inspetoria preparadas.

Agora que estamos fazendo esse movimento de nos inculturar na cultura dos indígenas, dos pobres marginalizados e dos intelectuais que também têm essa pobreza do ambiente, da acolhida [...], não é diferente aquele que tem, daquele que não tem. É muito doloroso ver os jovens com as armas. Nós vemos muitos jovens que não têm essa parte de acompanhamento, estão no tráfico, nas drogas muito jovens. Por exemplo, Belford Roxo é muito difícil, inclusive para chamar um Uber, não querem ir, porque é uma situação muito difícil quando se iniciam os tiroteios e nós estamos lá no meio disso tudo. Então a obra social [Crescendo Juntos] é muito reconhecida. Eu vejo que os mesmos traficantes cuidam de nós e cuidam dos educadores, então eles já conhecem muito a obra das irmãs salesianas, mas também nós somos o rosto da igreja.”

Ir. Silvânia Cássia Pereira - Inspetoria Nossa Senhora Aparecida

Trabalho com mulheres na economia solidária

Esse encontro, depois de uma pandemia, de deixar as pessoas meio desestruturadas, sem esperança, vem trazer para a gente uma grande força, porque você conviveu em um mundo com medo dessa doença que desestabilizou a parte econômica de inúmeras pessoas, mas a gente sabe que engrandeceu a de outras. Então, o contexto diferente que você tem que entender e se depara, por exemplo, com uma realidade na qual eu vivo, [...] bastante pobre, uma pobreza bastante diferente daquilo que eu conheço de São Paulo, porque ali nós temos um programa grande que tem e existe em outros lugares.

Eu, por exemplo, preciso fazer um preparo mental onde eu atendo, onde a maioria são mulheres com seus filhos, em um bairro pobre do Rio Grande do Sul, e com muita depressão. A gente percebe que isso não acontece somente ali. É possível verificar que a maioria das pessoas que são depressivas não é só em uma classe desfavorecida que você vai encontrar, mas muito mais nessa classe, porque a violência doméstica é muito grande, como também a utilização de drogas. Quando você se depara com tudo isso e se pergunta: ‘onde eu vou buscar minha resistência? ’, é em um encontro igual a esse! A gente precisa, por exemplo, saber o que acontece no meio político, da nossa conjuntura atual e ver luz nesse caminho para fazer uma luta.

A gente tem nesse ENCIS uma pedagogia de conteúdo. A gente traz primeiro no ENCIS a história de como começou. O ENCIS na resistência das irmãs diante do trabalho nas periferias em todo o Brasil. Não é esquecido, é feito todo esse resgate da história! Isso dá muita força para quem já está e para quem está chegando agora. É possível ver uma juventude naquele local. São pessoas que vão clareando o que é essa análise de conjuntura para que nesse meio onde nós estamos, seja possível fortificar aquilo que é em defesa da vida, e não nos enganemos com outras coisas.   

Para mim, para a Inspetoria, é como se fosse uma luz. E nós temos irmãs na Inspetoria hoje que é a primeira vez que vieram para o ENCIS. É uma iluminação para o nosso trabalho ser mais aquilo que Dom Bosco quis que fossemos mesmo: ‘bons cristão e honestos cidadãos’, defender o direito, estar no meio do povo.

Nós somos chamadas a estar e a sofrer junto com o povo. A ter essa empatia para que a gente possa também ajudar, porque se você não tem empatia com o outro na realidade em que ele está, você não consegue dar força, pois nem tudo a agente consegue fazer. São realidades que a gente não consegue mudar, mas a sua presença é importante. Eu trabalho com mulheres na economia solidária e tem dias que elas falam assim: ‘Irmã, a senhora é igual Jesus Cristo, porque só se aproximou dos coxos e aleijados’, porque a maioria delas têm problemas de depressão e dores que desencadeiam outras coisas. Nessa realidade que estou, eu partilho que o que mais me interroga é o desejo desse grupo sofrido se fortalecer economicamente no Bolsa Família e em um afastamento de saúde. E parece que você diz assim: ‘parece que eu não estou fazendo nada, né?’, mas tudo tem o seu caminho!

Aquilo que a gente vivenciou hoje, da análise de conjuntura, fortalece a gente. E agora nós estamos falando da nossa realidade, de onde nós nascemos e qual foi esse caminho de resistência da própria fundadora juntamente com Dom Bosco. Assim que nos fortalecemos e respondemos aquilo que Dom Bosco quis da gente: um monumento vivo de gratidão a Nossa Senhora lá no meio do sofrimento.

Não que a gente não valorize – há uma diferença das classes – não é esse! Mas o olhar da gente deve ser para esse povo. E quando a gente está na escola, a gente tem que olhar de alguma forma esses jovens pois eles serão os nossos braços mais tarde para mudar uma sociedade.” 

Ir. Maria de Fátima Cunha - Inspetoria de Maria Auxiliadora

Comunidades Eclesiais de Base (CEB)

Esse é o 11º encontro que eu participo, encontro de periferias que eu estou. Eu tenho a sorte da Congregação me favorecer essa oportunidade de ser inserida no modo popular, que é um privilégio muito grade. Ao todo, eu tenho 30 anos trabalhando nas periferias de educação popular.

Eu quero dizer que a gente é uma escola de vida, pois trabalhar com o povo é uma escola de vida, essa cultura alegre, bem acolhedora. Eu, nordestina, sinto assim, uma cultura muito acolhedora, de festa, de alegria e de resistência em frente aos desafios e aos sofrimentos [...] É um aprendizado trabalhar e viver com esse público. Somos uma comunidade de três irmãs e a gente vivencia com eles uma simplicidade de vida, se encontrando em um mercadinho, na farmácia - isso quando tem farmácia no bairro - nas calçadas, às vezes a gente realiza um bate-papo e toma um café, pois essa acolhida é algo muito próprio deles.

São muitas lições de vida que nós encontramos e adquirimos e todo esse percurso, desde a minha formação, eu tive a oportunidade de estar com o povo, e eu digo que é voltar às minhas raízes, porque eu sou do povo, sou de comunidade simples, sou de uma família simples, de 10 filhos, sendo que sou a caçula, e resolvi ser a seguidora de Madre Mazzarello e Dom Bosco pela convivência com as irmãs no oratório. Eu sou uma vocação oratoriana e, chegando no meio do povo, eu sempre trabalhei em Comunidades Eclesiais de Base (CEB), e é lá que eu me identifico como irmã salesiana, porque esse novo jeito de ser igreja me encanta. É para a espiritualidade das CEB, da partilha da vida, da festa, da luta e da defesa da vida que eu estou aqui.

O encontro que estamos realizando hoje, esses encontros nacionais de comunidades inseridas no meio popular, só faz fortalecer a minha opção. Eu digo que a comunidade inserida, é uma terceira vocação. A minha primeira vocação é a vida, um dom de Deus. A segunda vocação é a religiosa salesiana. E a terceira é a vocação religiosa inserida no meio popular, que Deus me concedeu essa graça. Com mais de 40 anos de vida religiosa, eu peço a Deus para eu ser fiel ao meu povo até o fim, nessa luta, nesse desejo de devolvê-los a dignidade.

O nosso trabalho na Bahia, onde eu resido, isso na Diocese de Juazeiro da Bahia, tem atualmente passado por uma situação de injustiça e de negação de direitos ao povo, sobre tudo ao povo rural, pois nós trabalhamos mais na zona rural. Estamos na periferia da cidade, um bairro realmente abandonado [...], mas nós estamos ali juntamente com o povo. Eu sempre digo assim: porque o espírito da inserção é justamente encarnar-se, inserir, então o encarnar-se é exemplo do próprio Jesus Cristo que se encarnou no meio do povo. Ele quis se fazer gente no meio do povo. Essa proposta de vida é também estar no meio do povo e devolver a vida, a dignidade. É muito difícil! A Comunidade Ribeirinho está atravessando uma situação que exige de nós o profetismo. O bispo tem sido muito corajoso diante das invasões de pessoas que chegam nas terras já demarcadas, eles chegam e entregam papéis como se aquelas áreas já tivessem sido compradas, porque, abaixo da casa do povo, está descobrindo minério, e ficam dizendo ao povo que vai ter que sair.

É com esse povo que a gente está lutando, devolvendo a segurança e o direito de vida. Têm irmãs que trabalham com a juventude da diocese, outras na Infância Missionária e, também, trabalhamos na formação de leigos porque nós estamos devolvendo os leigos os dons que estão adormecidos, fazendo com que eles possam acordar, pois eles têm dons: como celebrantes da palavra e animadores de comunidades. Essa é a nossa proposta: fazer com que as pessoas tenham vez e voz. Dar voz ao povo como o profeta Isaias diz: ‘Nosso dever é dar voz ao povo’, de devolver a voz a cada um deles. Eu fico muito feliz porque estou no meio das pessoas onde a gente forma uma família com o povo. Estamos ali querendo somar, não estamos ali como professoras, estamos fazendo com eles, nesse caminho da sinodalidade.

Esses encontros nacionais só fazem nos fortalecer. É muito bom a gente perceber que outras irmãs, nessa caminhada, estão lutando pela partilha de vida. Quando se socializa experiências, isso nos enriquece, nos fortalece, e a gente ainda diz assim: quero mais anos de vida, para poder ser mais no meio do povo. Não fazer, pois a gente é no meio do povo! A gente só soma. Como salesiana, sou muito feliz!” 

Por Equipe de Comunicação da Rede Salesiana Brasil (RSB)

Compartilhar
Envie esta notícia para suas redes.

Política de Privacidade

Versão 02 | Dez/2022

A Inspetoria Nossa Senhora Aparecida, CNPJ 61.021.556/0001-59, com sede na Rua Três Rios, 362, São Paulo, é uma instituição de natureza beneficente, filantrópica, educacional, confessional e salesiana. Na instituição salesiana, privacidade e segurança são prioridades e, para além das normas legais, esta política é construída e conduzida sob a inspiração dos princípios e valores humano-cristãos.

Esta Política de Privacidade se aplica a: associadas, empregados, estagiários, estudantes, representantes, voluntários, potenciais estudantes, fornecedores, parceiros, prestadores de serviço, utilizadores de suas plataformas digitais, quaisquer outros indivíduos identificáveis ou identificáveis interessados em suas atividades e serviços que interagem com a INSPETORIA; e informa seus direitos, conforme Art. 18 da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Abrange atividades de coleta de dados físico e digital, por meio de nossos vários canais, incluindo – mas não limitado a – plataformas digitais, serviço de atendimento, formulários em papel, relativos a todos os serviços educacionais da Inspetoria e a este relacionados e que estão definidos no Contrato de Prestação de Serviços Educacionais.

A Política tem como propósito

  • explicar ao Titular os respectivos direitos em relação aos seus dados pessoais coletados e tratados por nós, e de que forma protegeremos a sua privacidade;
  • garantir que o Titular entenda quais dos seus dados pessoais coletamos, as razões pelas quais os coletamos e utilizamos, além de com quem os compartilhamos;
  • explicar como utilizamos os dados pessoais compartilhados pelo Titular.
  • Esperamos que a presente Política auxilie o Titular a compreender os nossos compromissos referentes à sua privacidade.

DEFINIÇÕES

Para os fins desta Política, as expressões abaixo terão o seguinte significado:

LGPD” Lei Geral de Proteção de Dados (Lei no 13.709/2018);

Legítimo Interesse” base legal de tratamento de Dados Pessoais prevista nos artigos VII, IX e X da LGPD, e tem como fundamento avaliar, em suma; a legitimidade e legalidade dos interesses da Inspetoria ou de terceiros para a realização de determinado tratamento de Dados Pessoais; a avaliação da efetiva necessidade do tratamento para a finalidade pretendida pela Inspetoria; e o equilíbrio entre os interesses da Inspetoria ou de terceiros e os direitos do titular, incluindo suas expectativas legítimas em relação ao tratamento de seus Dados Pessoais;

Dados Pessoais” informação relacionada à pessoa física identificada ou identificável de forma direta ou indireta;

Dados Pessoais Sensíveis” racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou orientação sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural;

Política” política de privacidade que tem como intuito regular os direitos e deveres da Inspetoria no que tange à proteção de Dados Pessoais e Dados Pessoais Sensíveis;

DIREITOS DOS TITULARES DE DADOS

A LGPD confere aos Titulares de Dados direitos relativos aos seus respectivos dados pessoais. Conforme previsto nos termos da legislação aplicável e salvo se limitados por ela, os direitos previstos aos indivíduos são os seguintes:

  • Direito de confirmação da existência de tratamento;
  • Direito de acesso aos dados;
  • Direito de correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
  • Direito à anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a LGPD;
  • Direito à portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto;
  • Direito à eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular, exceto nas hipóteses de guarda legal e outras dispostas na LGPD;
  • Direito à informação das entidades públicas e privadas com as quais a Inspetoria realizou uso compartilhado de dados;
  • Direito à informação sobre a possibilidade de não fornecer o consentimento e sobre as consequências da negativa;
  • Direito à revogação do consentimento, nos termos da LGPD.
    Ao navegar em nosso site, o(a) usuário(a) concorda com os termos desta Política de Privacidade. 

1. Coleta de Dados Pessoais
Podemos coletar os seguintes dados pessoais, quando fornecidos voluntariamente pelo(a) usuário(a) por meio de formulários de contato, inscrições em eventos, pedidos de oração ou outros formulários disponíveis no site:

– Nome completo
– E-mail
– Telefone
– Cidade e Estado
– Instituição ou Comunidade religiosa vinculada (se aplicável)
– Mensagens enviadas por meio dos formulários

Esses dados são coletados com a finalidade exclusiva de realizar atendimentos, responder solicitações, enviar comunicações institucionais ou promover atividades pastorais, educacionais ou vocacionais.

2. Uso de Cookies
Nosso site utiliza cookies – pequenos arquivos armazenados no navegador do(a) visitante – para melhorar a experiência de navegação. Os cookies utilizados podem:

– Lembrar preferências do usuário
– Medir tráfego e desempenho do site
– Prover funcionalidades de terceiros

O(a) usuário(a) pode, a qualquer momento, configurar seu navegador para bloquear o uso de cookies. No entanto, isso poderá afetar a funcionalidade de determinadas seções do site.

3. Compartilhamento de Dados
Não compartilhamos, vendemos ou divulgamos dados pessoais a terceiros, salvo nas seguintes hipóteses:

– Por exigência legal ou judicial
– Com prestadores de serviços contratados exclusivamente para fins técnicos, com cláusulas de confidencialidade
– Com consentimento expresso do(a) titular

4. Armazenamento e Segurança
Os dados pessoais são armazenados em ambiente seguro e controlado, com acesso restrito, adotando-se medidas técnicas e organizacionais para proteger as informações contra acessos não autorizados, perdas ou usos indevidos.

5. Direitos do Titular
Nos termos da LGPD, os titulares de dados pessoais têm os seguintes direitos:

– Confirmar a existência de tratamento
– Acessar os dados
– Corrigir dados incompletos, inexatos ou desatualizados
– Solicitar a anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários ou excessivos
– Revogar o consentimento a qualquer momento

Para exercer seus direitos, o(a) titular pode entrar em contato através do e-mail:  contato.lgpd@salesianas.com.br

6. Links Externos
Nosso site pode conter links para sites de terceiros. Não nos responsabilizamos pelo conteúdo ou políticas de privacidade desses sites. Recomendamos que o(a) usuário(a) leia as respectivas políticas ao ser redirecionado(a).

7. Alterações nesta Política
Esta Política de Privacidade pode ser atualizada a qualquer momento, sendo as alterações publicadas nesta página com a devida data de revisão. Recomendamos sua leitura periódica.

FORMA DE COLETA DOS DADOS PESSOAIS
A coleta dos dados pessoais ocorre de maneira direta e indireta, a saber:

– Diretamente, quando o(a) usuário(a) preenche formulários disponíveis no site, como contatos, inscrições em eventos, cadastros vocacionais, entre outros;

– Indiretamente, por meio da navegação no site, que pode incluir a coleta automática de dados como endereço IP, tipo de navegador, tempo de permanência nas páginas e outras informações de acesso, com o uso de cookies e tecnologias semelhantes.

Uso de Cookies
Cookies são pequenos arquivos de texto enviados ao navegador do(a) usuário(a) e armazenados em seu dispositivo. Eles servem para reconhecê-lo(a) em futuras visitas e aprimorar sua experiência de navegação. Os tipos de cookies utilizados incluem:

– Cookies estritamente necessários: essenciais para o funcionamento do site;
– Cookies de desempenho: coletam informações de forma anônima para análise estatística de uso;
– Cookies de funcionalidade: permitem que o site se lembre de escolhas feitas pelo usuário;
– Cookies de terceiros: utilizados por serviços externos incorporados, como vídeos e formulários.

O(a) usuário(a) pode gerenciar ou desativar os cookies nas configurações do navegador. A desativação poderá afetar a funcionalidade de certas partes do site.

Retenção, término e descarte de dados pessoais

Os dados coletados permanecerão armazenados de forma segura e, inclusive, anonimizados, se necessário, e sempre se observando a especificidade de serviço prestado.
Para a manutenção desses dados se observará não apenas as regras de coleta previstas pela Lei 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados, mas também as leis e normas que lhe exigem ou lhe permitem a conservação e guarda por um tempo maior, ou mínimo, de determinados dados, independente do consentimento ou vontade do titular. É possível que os prazos mencionados acima sejam alterados por mudanças nas respectivas leis, normas, regulamentos e afins, o que não implicará necessariamente a atualização imediata desta Política de Privacidade, caso a forma de tratamento de dados não seja impactada por essas alterações.

Portanto, as bases legais eventualmente existentes e vigentes que permitam a Inspetoria realizar o tratamento de determinados dados pessoais, mesmo sem o consentimento do seu titular, sobrepõe-se a sua menção ou não neste documento.

Os dados coletados que não são mais necessários ou cujo prazo de guarda tenha expirado são destruídos por incineração ou qualquer outro meio adequado e seguro, em periodicidade legal ou anual pelas equipes gestoras da Inspetoria.

Segurança de Dados Pessoais

Estabelecemos medidas de segurança apropriadas para impedir que seus Dados Pessoais sejam acidentalmente ou ilicitamente acessados, perdidos, alterados, utilizados ou divulgados de maneira não autorizada. Elaboramos normas e procedimentos operacionais complementares para lidar com qualquer suspeita ou ocorrência de violação de Dados Pessoais e adotaremos as medidas estabelecidas internamente ou na lei caso esta ocorra.

A INSPETORIA exige que todos seus colaboradores e prestadores de serviço observem e sigam as normas internas, tais como: Código de Ética e Conduta contendo o regulamento interno e Política de Proteção à Infância e Adolescência que são procedimentos e orientações estabelecidas para o cumprimento da presente Política de Privacidade.

Seguimos princípios e diretivas de Segurança da Informação, como:

Em relação ao Titular: seus dados pessoais serão processados por nossos colaboradores, desde que estes precisem ter acesso a tais informações, dependendo dos propósitos específicos para os quais seus dados pessoais tenham sido coletados.
Em relação aos processos: revisar periodicamente, avaliar o desempenho, melhoria contínua, entre outros. Em relação aos meios tecnológicos: aplicar mecanismos de autenticação, criptografia, sistemas de monitoramento, sistemas de detecção e prevenção de intrusão, soluções anti-malware, redundância de serviços, cópias de segurança, assinatura digital (rastreabilidade), segregação de redes de telecomunicação, entre outros meios.
 

Toda e qualquer solicitação, pedido de informação ou exercício de direitos do Titular de Dados poderá ser enviada para o e-mail: contato.lgpd@salesianas.com.br, aos cuidados do Encarregado de Dados (DPO). O Titular de Dados deverá informar:

a) Nome completo do Titular de Dados;
b) Número de RG ou CPF do Titular de Dados;
c) Descrição da solicitação.

Eventualmente, outras informações ou documentos podem ser solicitados para o atendimento da requisição, caso haja dúvida sobre a veracidade das informações prestadas ou sobre a identidade do Usuário.

É de nossa responsabilidade, após o recebimento de sua comunicação, validar, investigar e responder, dentro de prazo razoável, qualquer solicitação sobre a forma como tratamos seus dados pessoais.

Esta Política de Privacidade pode passar por atualizações sempre que necessário em vista de melhorias, maior segurança ou adequações.

A Inspetoria se compromete a responder às suas solicitações ou esclarecimento de dúvidas que não estejam nesta Política de Privacidade.