Vides

“O voluntariado organizado como associação representa uma das expressões mais atuais do carisma salesiano. Sua proposta é formar cidadãos e cidadãs responsáveis que se inspiram nos valores evangélicos e atuam na sociedade de forma crítica e propositiva.

Através da associação é possível tornar-se interlocutores ativos nos processos de mudança em nível social.

Embora conscientes de que o voluntariado e seus valores são para todos, aqueles que aderem ao evangelho são interpelados pela exigência de viver coerentemente os valores anunciados por Jesus.

A proposta do voluntariado internacional, favorecida também pelo apoio das comunidades FMA que vivem a missão ad gentes, é ocasião concreta para os jovens se encontrarem com outras culturas, povos, religiões. Isso ajuda a tomar consciência de que a missão, antes de comportar uma série de atividades, é um modo de ser da Igreja e dos cristãos”. (Lome 133)

A missão educativa, confrontando-se com os diferentes contextos e com as carências dos jovens, atua numa PLURALIDADE DE AMBIENTES. Em cada um deles são oferecidas oportunidades para ativar percursos diferenciados de pastoral juvenil e de inserção na realidade social e eclesial. São Eles:

Social – é um lugar caracterizado por uma proposta formativa rica de valores humanos e cristãos que se desdobra num leque de atividades adequadas às diversas faixas etárias e ao ambiente de vida: esporte, animação do tempo livre, reforço escolar, apoio a garotos/as carentes, formação para o trabalho, alfabetização, promoção do voluntariado, catequese ocasional ou sistemática.

Revela-se como um lugar acolhedor, alegre, aberto em relação às manifestações de vida dos jovens, capaz de educar para a fé e para a vida social. (Lome 164)

 

Escolar – são lugares de elaboração cultural crítica, maturada no confronto constante com a visão cristã da pessoa, da existência, da história, e de construção de profissionalismo segundo um projeto de vida inspirado nos valores do evangelho. Esses ambientes de educação formal situam-se na missão da Igreja e se colocam em ação para que a comunidade eclesial, a sociedade civil, as famílias dêem uma adequada atenção à educação dos jovens. Promovem uma pastoral que potencia a formação de uma pessoa responsável e ativa, criativa, empenhada em entender e elaborar cultura mais do que em  recebê-la passivamente, em contínua interação com o mundo e consigo mesma, capaz de relacionar-se com os outros e de colaborar para  conhecer e interpretar a realidade, voltada para a realização da própria identidade, para crescer na autonomia e para desenvolver competências que favoreçam a inserção ativa e propositiva no territorio em que vive. (cf. Lome 167 – 168)