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INSA - Araras

INSTITUTO NOSSA SENHORA AUXILIADORA – ARARAS

Para 1895, Dom Luís Lasagna, Superior dos Salesianos da América, havia programado a fundação de diversas obras que seriam confiadas às Filhas de Maria Auxiliadora, entre as quais, a abertura de um Colégio na cidade de Araras. Sob o glorioso pontificado de Leão XIII, sendo Bispo da Diocese de São Paulo, o Reverendíssimo Dom Lino Deodato, “as Filhas de Maria Auxiliadora foram enviadas à cidade de Araras para derramar as bênçãos de Nossa Senhora sobre esta terra tão querida ao seu materno coração”.  No dia 25 de janeiro, a Madre Visitadora, Irmã Teresa Rinaldi, partiu para Araras com as Irmãs Matilde Bouvier, Augusta Germano, Virginia Parma e Carmem Taboas a fim de tomarem posse do prédio oferecido pelo Barão de Araras, Bento de Lacerda Guimarães. O prédio tinha sido construído inicialmente para ser uma Santa Casa a serviço da população. À sua chegada, as Irmãs foram recebidas festivamente pelo Barão de Araras e toda sua ilustre família.

As refeições das Irmãs, nos primeiros dias, foram-lhes oferecidas pelo Sr. João Lacerda, dedicado filho do Barão de Araras, pois a casa não possuía ainda cozinha própria. No dia 02 de fevereiro, “sob os auspícios da Mãe puríssima, o Reverendo Padre Fia, salesiano, celebrou o Santo Sacrifício em uma minúscula capelinha provisória, presente toda a aristocracia de Araras e grande número de fiéis que se agrupavam por toda a Casa”.

No dia seguinte, foram abertas as aulas com 22 alunas, divididas em três classes do Curso Elementar. Os primeiros meses foram difíceis. Faltava tudo. A Casa não oferecia nenhum conforto nem possuía os equipamentos necessários para um Instituto de Educação. Salas improvisadas. Falta de mobiliário: as mesas do refeitório eram transportadas para as salas de aula. O modesto mobiliário escolar só chegou no mês de junho, favorecendo assim a matrícula de novas alunas internas e externas. Em setembro, a Obra foi visitada por Dom  Luís Lasagna e Madre Teresa Rinaldi.

Dois meses depois, ambos faleciam no desastre de Juiz de Fora. No dia 30 de novembro, encerrou-se o primeiro ano letivo com a certeza de que a Virgem continuava “a estender seu manto sobre as Filhas que, aos poucos, vencendo as dificuldades” viam “aumentar sempre mais as alunas, quer do Colégio, quer do Oratório, as afluíam jubilosas para aprender a doutrina e divertir-se sob o doce olhar da Auxiliadora”. Importante notar que o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora foi o primeiro estabelecimento educativo a registrar-se na Delegacia Regional de Ensino.

O prédio doado pelo Barão de Araras havia sido construído para funcionar como Santa Casa, como já se disse, motivo pelo qual, teve que sofrer diversas adaptações a partir do mesmo ano de 1895, iniciando-se com a construção da Capela, inaugurada em 1896 e, ainda dentro do século XIX, a construção de um salão de Festa e de um Pórtico para recreio. Em 1904, a construção e salas de aula. Em 1952, a inauguração de um novo pavilhão escolar. Com o aumento do número do Aspirantado, anexo ao Colégio desde 1927, foi realizada a ampliação dos locais para melhor atendimento dessa atividade. Seguiu-se, entre 1959 e 1962, a construção da nova clausura das Irmãs, atualmente Biblioteca Escolar.

Em 1976, inaugura-se o vistoso Ginásio de Esportes e 1978, o novo prédio Escolar com fachada para Rua Nunes Machado. Em 1998, reforma da Portaria Central e do Setor Administrativo e 2004, ampliação do Salão de Festa e reforma na ala destinada à Pré-Escola. O Curso Primário funcionou desde o início da Obra, mas a aprovação oficial do Governo ocorreu em 1918. Em 1931, abriu-se a Escola Noturna, em 1933, o Jardim da Infância e a Escola Profissional Doméstica. Em 1927, o Colégio recebeu autorização para o funcionamento da Escola Normal, iniciativa que não se efetuou por falta alunas. Somente, na década de 1950, é que o Curso Normal passou a funcionar regularmente.

Em 1958, foi fundado o Ginásio Industrial que, dez anos depois, transformou-se em pluricurricular e, em vista das reformas de ensino, foi se adaptando às novas exigências. De acordo com as Reformas Curriculares, a partir de 1970, o Estabelecimento abriu o Ensino Médio: Química, Agrimensura, Secretariado, Edificações, etc. e continua respondendo às exigências do Ministério da Educação e da realidade local. Em 1968, houve a criação da OSAF por iniciativa da apostólica Irmã Diva Patarra apoiada por um grupo de ativas ex-alunas. No final de 1987, a Direção da Inspetoria Santa Catarina de Sena, após período de discernimento com a Direção do INSA, chegou à proposta aceita por unanimidade de passar a direção escolar do Estabelecimento a Professores Leigos, mantendo-se, porém, a presidência da Entidade Mantenedora na Inspetoria, por meio de: reuniões periódicas, participação da Direção e Corpo Docente na Pastoral Escolar Inspetorial, em Cursos e Palestras de atualização e na Organização  Administrativa.

Em 1995, com alegria e profunda gratidão, o Instituto comemorou seus 100 anos de vida. Apesar das mudanças, o IN-SA soube conservar a sua tradição secular sem deixar de se projetar no futuro. “As raízes na experiência do passado sugam a seiva que alimenta a sua fronde e lançam seus ramos mais ousados para muito alto, para muito longe, para além do horizonte, onde chegam os que alcan-çam o sucesso e, com gratidão, saúdam a semente que foi plantada há mais de cem anos”.

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